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Usa-se o termo "epilepsia de difícil controle" ou "epilepsia intratável" quando as convulsões de uma dada pessoa são refratárias a no mínimo dois medicamentos anticonvulsivantes selecionados adequadamente e administrados em doses plenas.
Como regra geral, as convulsões parciais são mais difíceis de controlar que as generalizadas, e a ocorrência de mais de um tipo de convulsão em um mesmo paciente (por exemplo, convulsões tônico-clônicas generalizadas e mioclonias) tende a dificultar o tratamento.
O fundamental é definir claramente o tipo ou tipos de convulsões que a pessoa está apresentando (p. ex., crises de ausência, espasmos do lactente, convulsões parciais complexas, mioclonias, crises atônicas) e, se possível, classificar seu problema dentro de uma das síndromes epilépticas conhecidas(p. ex., síndrome de West, síndrome de Lennox-Gastaut, epilepsia de ausência infantil).
Quando se define qual a síndrome epiléptica em questão, é possível predizer a evolução do problema com razoável precisão.
A classificação da Liga Internacional Contra a Epilepsia, adotada mundialmente, pode ser consultada para se obter uma noção melhor dos vários tipos de convulsões.
Outro ponto sobre as consequências da refratariedade da crises convulsivas é um artigo muito interessante sobre dissociação entre alterações de linguagem e preservação da musicalidade em uma criança com Epilepsia Refratária.
Onde os dados deste trabalho evidenciam a interferência da epilepsia refratária na infância nas habilidades cognitivas, sendo o foco epileptogênico determinante nas alterações lingüísticas.
Ressalta-se a importância da avaliação neuropsicológica para mensurar alterações provenientes desta patologia, assim como, identificar áreas da linguagem preservadas, como a musicalidade neste caso, permitindo um elo de ligação para comunicação, avaliação e reabilitação cognitiva.
Este artigo é do Serviço de Neurologia, Programa de Cirurgia da Epilepsia, HSL/PUCRS, Porto Alegre, RS.

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É assim que o neurologista Ley Sander, professor do Departamento de Epilepsia Clínica e Experimental do University College London, define o tratamento da epilepsia.