epilepsia: conceito x preconceito

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Estimou-se que 90% das pessoas que desenvolvem os sintomas de epilepsia o fazem antes dos 20 anos de idade. A incidência de epilepsia é particularmente alta nos primeiros anos de vida, cai para um platô na segunda década de vida e volta a subir a partir dos 60 anos.

Assim, a epilepsia é especialmente comum nos primeiros anos de vida e na terceira idade. Três a 5% da população abaixo dos 5 anos de idade teve pelo menos uma convulsão febril. Porém, as convulsões febris não definem o diagnóstico de epilepsia.

Estamos autorizados a empregar o termo "epilepsia" quando uma pessoa apresenta no mínimo duas convulsões não provocadas, ou seja, o episódio convulsivo não foi precipitado por um traumatismo, uma infecção, uma perturbação metabólica etc.

Vários estudos indicaram que na Inglaterra a prevalência da epilepsia em escolares é da ordem de 8/1.000. Isto significa que, somente naquele país, há quase 60.000 crianças escolares com epilepsia.

É claro, portanto, que a epilepsia é comum na infância e que as crianças afetadas são clínica e intelectualmente vulneráveis, além de apresentarem grandes dificuldades sociais como conseqüência de suas crises.

A epilepsia na infância, como no adultos, é um problema familiar que produz um grande impacto e modifica a vida de todos os membros da família. Do ponto de vista do médico, quando ele está diante de uma criança com epilepsia e de seus pais, a complexidade dos problemas é de tal ordem que é impossível apenas um profissional abordar adequadamente todas as questões pertinentes, sendo essencial um trabalho em equipe.

As muitas facetas da epilepsia tornam-na difícil de definir concisamente.
D.Taylor procurou faze-lo desta forma:
"Epilepsia é um fenômeno, ela mal pode ser considerada um sintoma e não é uma doença".

continua...

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